"These 4 Walls That Stranded Me" nasce da atração persistente por lugares abandonados, esquecidas, suspensos entre o que foram e o que deixaram de ser. São espaços que chamam no silêncio, despertando um impulso de exploração, como se cada ruína guardasse algo à espera de ser encontrado. Ao atravessar estes lugares, o tempo parece abrandar. As paredes gastas, os corredores vazios e os objetos deixados para trás tornam-se vestígios de presenças ausentes. O abandono não é apenas visível, é sentido. Há uma tensão constante entre a descoberta e a contenção, entre o movimento e a imobilidade.

As quatro paredes deixam de ser abrigo e assumem outra função: delimitam, retêm, observam. Existe uma sensação de liberdade ao entrar onde ninguém permanece, mas também um estranho aprisionamento, como se o espaço, carregado de memória, impedisse uma saída imediata. Este projeto explora essa dualidade. Não documenta apenas edifícios em ruína, mas a forma como o espaço vazio pode refletir estados interiores. Entre luz filtrada, silêncio e matéria degradada, as imagens procuram captar o momento em que o lugar abandona o humano, mas continua a guardá-lo.


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"These 4 Walls That Stranded Me" stems from a persistent attraction to abandoned, forgotten places, suspended between what they once were and what they ceased to be. These are spaces that call out in silence, awakening an impulse for exploration, as if each ruin held something waiting to be found. As you traverse these places, time seems to slow down. The worn walls, the empty corridors, and the objects left behind become vestiges of absent presences. Abandonment is not only visible, it is felt. There is a constant tension between discovery and containment, between movement and immobility.

The four walls cease to be shelter and assume another function: they delimit, retain, observe. There is a feeling of freedom upon entering where no one remains, but also a strange imprisonment, as if the space, laden with memory, prevented an immediate exit. This project explores this duality. It not only documents ruined buildings, but also the way in which empty space can reflect inner states. Between filtered light, silence, and decaying matter, the images seek to capture the moment when the place abandons the human, yet continues to hold onto it.